domingo, 28 de setembro de 2008

O que muda com a reforma da língua portuguesa

As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008. Veja abaixo quais são as mudanças:

HÍFEN
Não se usará mais:1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"

TREMA - Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados

ACENTO DIFERENCIAL - Não se usará mais para diferenciar:1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)

ALFABETO - Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

ACENTO CIRCUNFLEXO - Não se usará mais:1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"

ACENTO AGUDO - Não se usará mais:1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

GRAFIA - No português lusitano:1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido".

Discutindo democracia

Educadores, o objetivo principal desta atividade é permitir que o adolescente vivencie as noções de democracia como estão disseminadas em seu grupo social. A última parte da atividade pode ser um debate realizado com toda a classe, com a discussão de hipóteses para os resultados, se eram esperados ou não, etc. É importante que as expectativas dos alunos sejam compartilhadas com os pais, professores e outros membros da comunidade.

Objetivos da atividade:

1) Elaborar e realizar uma pesquisa sobre a importância da democracia junto à comunidade;
2) Compreender e discutir aspectos relevantes da democracia;
3) Trocar idéias sobre a democracia e suas características, sobretudo no Brasil;
4) Vivenciar a diversidade na valorização de diferentes aspectos da democracia dentro de um grupo social.

Ponto de partida:

Leitura do texto da "Constituição Brasileira", referente à forma de governo, e dos textos "Democracia (1)" e "Democracia (2)" do site Lição de Casa.

Estratégias:
1) Em grupos de dois ou três alunos, realizar uma pesquisa, baseando-se em obras de referência e em textos encontrados na internet, a respeito das principais características do regime democrático. Discutir e chegar a uma lista de dez itens.

Exemplo de itens que podem ser arrolados: Eleições livres, voto universal (para todos), oposição com papel importante e poder efetivo, liberdade de imprensa, direitos das minorias respeitados, liberdade de expressão, liberdade religiosa, alternância de poder (mudam os partidos políticos que estão no governo), Governo submetido à lei (Constituição), organização da sociedade civil (sindicatos, ongs, associações, grupos de pressão)
2) Elaborar um questionário e confeccionar um formulário para a aplicação da pesquisa. Exemplo de formulação da pergunta: Das características abaixo, quais são as três mais importantes, na sua opinião, para um regime democrático?
3) Por meio de uma discussão com todo o grupo e o professor, definir o número de pessoas que serão entrevistadas, qual o local, dia e horário das entrevistas. Definir também quais alunos irão aplicar a pesquisa. (O ideal é que cada grupo recolha o mesmo número de entrevistas.);
4) Aplicação da pesquisa, seja nas ruas, seja na comunidade escolar;
5) Tabulação dos dados;
6) Análise de dados e divulgação dos resultados.
Bom trabalho!

Piso do magistério: O Brasil precisa dele

No dia 16 de Juho, último, o Presidente Lula sancionou a Lei 11.738/08, regulamentando o Piso Salarial Profissional Nacional do magistério público da educação básica. Os pressupostos dessa Lei atendem os diversos princíios constitucionais, dentre os quais, o de combater as desigualdades regionais, de valorizar a carreira dos profissionais dos profissionais da educação – assegurando-lhes salário e condições apropriadas de trabalho – e de promover a qualidade da educação pública.

Do ponto de vista prático, o piso do magistério, além de resgatar a valorização dos professores da educação básica, tem a a prerrogativa de ajustar os sistemas de ensino com vistas a melhorar a qualidade do ensino público ofertado, aos filhos da classe trabalhadora e aos próprios trabalhadores. Infelizmente, nas últimas décadas, e em função do grave e premeditado abandono, a escola pública brasileira carrega a pecha de escola de pobre com qualidade ínfima.

Entretanto, um outro debate, capitaneado pelos governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, tem sobreposto os objetivos da lei do piso do magistério. A celeuma sustenta-se em possíveis inconstitucionalidades de dois artigos: um que vincula o piso ao vencimento inicial de carreira e outro que fixa percentual de 1/3 sobre a jornada de trabalho do professor para atividades extraclasse.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação ( CNTE), entidade filiada à Central Única dos Trabalhadores e que representa quase 3 milhões de trabalhadores do país, os governadores tiveram amplo acesso ao debate sobre a Lei do piso salarial por ocasião do processo legislativo e das audiências públicas que o antecederam. Tanto é verdade que uma significativa parcela de executivos estaduais não a tem questionado.

Também não há dúvida que a vinculação do piso à elevação da qualidade da educação demandará investimentos. O Parlamento interpretou-o como política pública estratégica para o desenvolvimento social e econômico, razão pela qual os estados e os municípios devem implementá-lo, imediatamente, como forma de contribuir para os ajustes pedagógico, financeiro e de pessoal de seus sistemas de ensino.

Senhor Governador e Senhor Prefeito: contamos com o compromisso político e postura de ética de Vossas Excelências para implementar o Piso do Magistério, que é fundamental para o Brasil.

Eliana Teles
Presidente do SINTE – Regional de Piripiri