segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Educação de qualidade só com trabalho decente

Quando as pesquisas nacionais mostram que mais de 58 mil adolescentes brasileiros com 14 anos, não sabem ler e escrever, essa realidade mostra que a educação tem que ser prioridade no país. Quando os números identificam que cerca de 29 mil jovens são analfabetos, mesmo freqüentando a escola, nossa luta pela implementação do piso salarial nacional profissional (PSPN) se faz ainda mais legítima.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende a educação como direito por isso se mobiliza pela implantação do piso, que vai beneficiar professores, alunos e suas famílias, uma vez que proporcionará melhores índices de desenvolvimento, com distribuição de renda e valorização dos trabalhadores e, em conseqüência, uma educação de qualidade.
No momento em que a educação está na pauta do dia, precisamos mostrar para a sociedade que é injusta a tentativa de desqualificar o piso salarial nacional e que ele não pode ser ameaçado por governadores que alegam não ter como implementá-lo. O PSPN representa um passo importante para a categoria e para a melhoria da qualidade do ensino em nosso país. Nossas crianças precisam de educação de qualidade e isso só será possível quando o ensino público tiver profissionais bem remunerados e satisfeitos, trabalhando em escolas bem aparelhadas.
Por isso, neste dia dez de outubro, os educadores de todo o País vão participar da Jornada. Mundial pelo Trabalho Decente promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Descontentes com a profissão, insatisfeitos com os baixos salários e com as jornadas estafantes de trabalho, consideram as salas de aulas ruins e admitem, infelizmente, que os alunos são os maiores prejudicados. Ir às ruas por um trabalho decente é também é nossa luta.

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